Um teste rápido para verificar a desidratação

Praticar exercícios físicos em ambientes quentes e úmidos leva o indivíduo a alterações fisiológicas importantes. A capacidade termorreguladora torna-se insuficiente, apresentando riscos para a hipertermia (elevação da temperatura corporal) – o que pode causar sérios danos à saúde do atleta (Silami-Garcia e Rodrigues, 1998). Quanto maior a temperatura corporal, maior será a sudorese na tentativa de evitar calor excessivo ao organismo (Cheuvront e Swaka, 2006). Um déficit hídrico reduz o desempenho do atleta e causa complicações térmicas (ACSM, 1996). A principal e mais frequente é a desidratação.

Segundo Biesek, Alves e Guerra (2005), a perda de água de 5% na massa corporal causa uma redução no desempenho que pode chegar a 30%. Todavia, se a desidratação persistir com perda de água superior a 7%, existe um risco muito grande de um colapso circulatório. Em casos extremos, a hipertermia causa choque térmico e até a morte. Para Fernández e Saínze Gárzon (2002), Katch, McArdle (1996) e Williams (2002), a diminuição de 20% de água do organismo pode levar à morte por desidratação.

Montain e Coyle (1992) e Welsh e colaboradores (2002) destacam que manter a hidratação adequada do organismo melhora a resposta cardíaca, o retorno venoso, a termorregulação e o desempenho – isso quando se consegue repor acima de 75% da quantidade de líquido perdida durante o exercício.

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Para atividades com duração de até uma hora, é recomendado o consumo hídrico para manter a temperatura central equilibrada.

Para atividades com duração entre uma e três horas, orienta-se o consumo de água e algum substrato energético para a reposição de eletrólitos como o sódio.

Durante uma prova longa, o atleta deve consumir entre 500 e 1000ml de água por hora (Carvalho e Mara, 2010).

Uma maneira simples de verificar a desidratação é usando a tabela abaixo sobre coloração da urina. 

Aplicamos isso no controle de treinamento de atletas profissionais e amadores, antes e após a sessão de treinamento. Lembrando, claro, que também são verificados outros parâmetros, como massa corporal antes/depois, pressão arterial e frequência cardíaca. Isso tudo para minimizar o impacto da desidratação e também aumentar a velocidade de reidratação dos sujeitos.

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Bons treinos!

Att. Dr. Andre Lopes – PhD em Ciências do Movimento Humano