Insuficiência Cardíaca e Exercício Físico

Olá, tudo bem?

Certamente você conhece alguém ou já ouviu falar em alguém que possui insuficiência cardíaca (IC) e, neste texto, vamos conversar um pouco sobre como o exercício pode auxiliar positivamente sobre esta doença crônica.

Mais recentemente, os diversos benefícios do treinamento físico e os efeitos maléficos da inatividade tornaram essa modalidade terapêutica obrigatória no tratamento de pacientes com doenças cardíacas, incluindo aqueles com disfunção ventricular sistólica, os quais já apresentam aumento patológico dos volumes e massas ventriculares.

Sabe-se que o treinamento físico melhora a qualidade de vida, a capacidade funcional, a inflamação, a função autonômica e a função endotelial, desta forma ele é um remédio no tratamento desta doença.

Nos últimos anos, vem crescendo o interesse em um grupo de pequenos RNAs não codificadores de proteína chamados microRNAs. Seus benefícios na capacidade funcional podem ser explicados pelos efeitos na função endotelial, resistência vascular periférica e modificações na estrutura da musculatura esquelética, embora não tenha sido demonstrado melhora significativa na fração de ejeção do ventrículo esquerdo.

A IC é caracterizada por um mau funcionamento do coração tanto na fase concêntrica quanto na excêntrica do batimento cardíaco. Ou seja, está ligada a não conseguir bombear o sangue na fase sistólica e diastólica no ritmo adequado, podendo ocorrer exclusivamente em uma dessas fases como também em ambas.

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A insuficiência cardíaca é uma causa crescente de morbidade e mortalidade em todo o mundo, e geralmente se desenvolve após um período de crescimento anormal denominado hipertrofia patológica. A perda de cardiomiócitos contribui para a diminuição da função cardíaca e insuficiência cardíaca.

Embora o coração tenha alguma capacidade regenerativa, pouco se sabe sobre o que regula essa capacidade ou se ela pode ser efetivamente aproveitada para mitigar esses processos. Assim, compreender as vias que promovem a sobrevivência e/ou regeneração dos cardiomiócitos pode ter implicações fundamentais e clínicas importantes.

O exercício induz o crescimento cardíaco fisiológico e protege o coração contra o remodelamento patológico. Trabalhos recentes sugerem que exercícios também aumentam a capacidade de reparo do coração, o que pode ser importante para terapias regenerativas.

Mas e a ciência?

Estudos têm demonstrado que a expressão dessas moléculas se modifica em diversas condições patológicas, dentre elas, a insuficiência cardíaca e, quando ocorre melhora clínica, elas parecem se normalizar. Com o potencial de aplicabilidade prática, já foram identificados marcadores que poderão ser úteis na avaliação diagnóstica e prognóstica da insuficiência cardíaca, como o miR-423-5p.

O músculo esquelético também é um órgão que apresenta uma elevada plasticidade, capaz de alterar o fenótipo em resposta a uma sobrecarga mecânica. Estudos experimentais permitiram identificar mudanças no perfil muscular esquelético de miRNAs específicas do exercício aeróbico e do exercício resistido.

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A abordagem tradicional tem sido prescrever a intensidade do exercício como uma porcentagem do consumo máximo de oxigênio (VO2max) ou da frequência cardíaca máxima (FCmax) e esses métodos permanecem comuns na literatura. No entanto, no exercício, a intensidade prescrita em % VO2max ou % FCmax não coloca necessariamente os indivíduos em intensidade equivalente acima dos níveis de repouso.

Além disso, alguns indivíduos podem estar acima e outros abaixo dos limiares metabólicos, tanto o primeiro quanto o segundo limiar no mesmo % VO2max ou % FCmax.

Por essas razões, alguns autores recomendam que a intensidade do exercício seja prescrita em relação ao consumo de oxigênio de reserva (VO2R), frequência cardíaca de reserva (FCR), primeiro limiar ou segundo limiar, e não em relação ao VO2max ou FCmax.

REFERÊNCIAS

https://www.ncbi.nlm.nih.gov/pmc/articles/PMC3141263/

https://www.ncbi.nlm.nih.gov/pmc/articles/PMC4651494/

https://www.ncbi.nlm.nih.gov/pmc/articles/PMC5459698/

https://www.ncbi.nlm.nih.gov/pmc/articles/PMC4393846/