Estilo de vida saudável pode reduzir risco genético de ataque cardíaco

O tema vida saudável nunca demora muito a aparecer.

Pense nos últimos artigos e estudos sobre saúde que você leu recentemente… Entre um e outro, o assunto sempre volta como protagonista. E ele é mesmo, por isso se bate tanto nessa tecla. Eu mesmo já perdi as contas de quantas vezes escrevi sobre os benefícios dos hábitos saudáveis.

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Parece tão simples, quase clichê, mas é um desafio para todos nós. Você tem ideia de quantos produtos industrializados surgiram nas prateleiras nos últimos anos?

E a vida, não anda mais agitada? Estressante?

Você tem tempo para se exercitar tanto quanto gostaria?

Aliás, já parou para pensar como usa o seu tempo?

Um estilo de vida saudável tem como base três importantes pilares: boa alimentação, atividade física e saúde mental. Isso é o que fortalece nosso corpo, diminui o risco de doenças e, segundo um estudo recente, pode, inclusive, reduzir o risco de uma doença genética – mais especificamente a cardíaca.

Bem… chegamos ao assunto do post de hoje.

Pesquisadores do Massachussetts General Hospital, nos Estados Unidos, descobriram que o estilo de vida saudável em pessoas com alto risco genético para doenças coronarianas foi associado a 50% menos chances de ocorrência de eventos cardiovasculares. Ou seja, o aumento de um risco genético pode ser sim compensado por hábitos saudáveis.

O trabalho foi publicado em dezembro de 2016 no New England Journal of Medicine e mostrou que em pessoas com alto risco genético e um estilo de vida desfavorável o risco em dez anos de ter uma doença cardíaca é de 11%. Mas em que tem estilo de vida saudável, fica em apenas 5%.

Os pesquisadores quantificaram o risco genético de doença arterial coronariana em 55.685 pessoas em uma coorte transversal (Biolmage Study) e três coortes prospectivas (Atherosclerosis Risk in Communities, Malmo Diet and Cancer Study e Women’s Genome Health Study).

A cada participante foi atribuída uma pontuação de risco genético com base nas 50 variantes de genes que outros estudos associaram ao risco elevado de ataque cardíaco. Em paralelo, também foram analisados quatro fatores: ausência de obesidade, atualmente não ser fumante, dieta saudável e atividade física. Quem atingiu três ou todas as opções, fez parte do grupo de estilo de vida favorável; duas opções do grupo de vida intermediária; e uma opção ficou com o grupo de estilo de vida desfavorável.

O resultado das análises mostrou o que contei mais acima: dentro de cada categoria de risco genético, o estilo de vida alterou significativamente o risco de ataques cardíacos.

O que isso pode significar daqui para frente?

Que, a partir desse estudo, é importante levar em consideração que não é porque você tem histórico de familiar de eventos cardiovasculares que está condenado a sofrer do mesmo problema. Há uma nova e grande possibilidade a ser explorada agora.

O estilo de vida importa sim. E muito.

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Att. Dr. Andre Lopes – PhD em Ciências do Movimento Humano