Exercício físico como terapia não medicamentosa – DM1

Olá, tudo bem?

Hoje vamos conversar sobre o Diabetes Mellitus tipo 1 e o exercício como terapia não medicamentosa.

O diabetes mellitus tipo 1 (DM1) é uma doença auto imune que ocorre em crianças ou adultos. A doença é causada pela destruição das células beta do pâncreas, o que impede a produção de insulina.

A etiologia ainda é desconhecida, mas fatores ambientais (por exemplo, vírus e substâncias químicas), disposição genética e reações autoimunes desempenham um papel importante.

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A atividade física contribui positivamente sobre a DM1 em aspectos como a hemoglobina glicada (HbA1c), triglicerídeos, colesterol, dentre outros, influenciando em um maior controle metabólico.

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Desta forma, é muito importante que pessoas que tenham DM1 sejam cuidadosamente informadas e educadas. Elas devem ser instruídas sobre as etapas do treinamento, para evitar a hipoglicemia, que incluem monitorar o nível de açúcar no sangue, ajustar a dieta e ajustar a insulina.

A necessidade de insulina diminui durante a atividade física, razão pela qual os praticantes devem reduzir sua dose de insulina ao realizar treinamento físico e/ou ingerir carboidratos relacionados ao treinamento.

Essa população inclui-se no que chamamos de população especial, esta necessita de maior atenção para com o treinamento e, por isso, ao iniciar um programa de treinamento específico, os praticantes devem medir frequentemente seu nível de açúcar no sangue antes e após o treinamento e, assim, saber qual é a resposta individual a um determinado estímulo, ao longo de uma determinada duração.

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O risco de hipoglicemia é menor com o treinamento intervalado do que com o treinamento contínuo de intensidade moderada, devido o treinamento em alta intensidade estimular a produção de glicose no fígado mais do que o treinamento de intensidade moderada.

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Neste contexto, praticar atividade física irá fazer com que as doses de insulinas diminuam, além de contribuir positivamente sobre diversos aspectos em nosso corpo. Vale ressaltar que, por se tratar de uma população especial, o cuidado deve ser dobrado e uma programação de treino realizada por um profissional de educação física é fundamental.

Referências:

https://www.ncbi.nlm.nih.gov/pubmed/24846445?dopt=Abstract

https://www.ncbi.nlm.nih.gov/pubmed/17510699?dopt=Abstract

https://www.ncbi.nlm.nih.gov/pubmed/17953465?dopt=Abstract

https://www.ncbi.nlm.nih.gov/pubmed/24965376?dopt=Abstract