Como controlar as cargas de treinamento de seus alunos

Para muitos treinadores a dificuldade como controlar as cargas de treinamento de seus alunos e controlar esses efeitos do treinamento, passa por saber como está o processo recuperativo do seu atleta/aluno. Eu tinha esse problema, até que parei tudo e fui buscar na literatura científica uma forma de ajudar meus alunos, minhas atletas e assim fazer com que meu trabalho tivesse mais efeitos positivos e menos efeitos negativos. Acredito que você tenha essa mesma vontade, vencer pelo reconhecimento de não apenas ser um bom profissional, mas um profissional de excelência, uma referência do que faz!

Contudo, para isso eu tive que pensar muito, ver como os colegas se comportavam e como eles viam o mundo do treinamento. Se eu fizesse igual a todos, não poderia esperar um resultado diferente ao conquistado por todos. Eu queria fazer mais e melhor! Passei anos tentando achar uma solução para isso. Li muitos artigos, juntei material de boas pesquisas e descartei as ruins, não foi nada fácil. Consegui chegar a uma solução para o que estava me perturbando, então testei isso, coloquei em prática e tive ótimos resultados. Alguns deles nem posso comentar por se tratar de atletas de alto rendimento. Mas vou te contar tudo para que no final você sinta o mesmo que eu senti, uma satisfação enorme em resolver um dos grandes problemas da educação física.

Mas todo esse raciocínio nós vamos construir juntos até o final da leitura desse texto que preparei especialmente para você!

Vamos continuar?

Sendo assim, a preocupação de muitos na vida real é, treine, treine e treine… vejo até treinadores dizendo, quanto mais melhor… sim, isso é verdade em vários aspectos. E isso é verdade! Atletas de elite treinam muito, todos os dias por anos.

Entretanto, o “mais” sem controle é um desastre. Nosso organismo tem prazo para entrar em parafuso, entrar em colapso fisiológico, ter uma queda do sistema imunológico ou ter uma lesão, as vezes grave. Em meu livro sobre hipertrofia muscular eu abordo algo que se chama a “Síndrome da Adaptação Geral” se você gosta de verdade de saber sobre treinamento precisa ler esse livro, vou deixar o link do no final desse texto. É bem comum ver atletas e até treinadores com essa ideia de “quanto mais treinar, melhor será o resultado”. Não é bem assim! Treinar 6 a 7 vezes na semana tem se tornado comum para muitas pessoas que não são atletas remunerados, mas são atletas por vontade.

Se você é um desses treinadores ou pessoa tem que se fazer a seguinte pergunta: Estou fazendo certo isso?

Não tem problema treinar 6 a 7 vezes na semana, alguns treinam até 2 turnos em alguns dias. O grande desafio é: Você está controlando as respostas fisiológicas do seu organismo?

LEIA SOBRE O QUE OS ATLETAS PRECISAM SABER

Você tem planejado e montado os treinamentos de seus alunos de maneira eficaz?

Sendo assim, se a resposta for NÃO, paremos por aqui. Corre pro final desse artigo, acessa o link e leia o meu livro, você precisa estudar mais! Tem um curso online sobre o assunto em algum link desse site, faça! Vai ajudar muito!

Mas se a resposta for SIM, eu estou prescrevendo CERTO!

Eu te pergunto, como você sabe disso?

Nesse caso, temos que falar sobre o que é chamado de controle de carga externa (o que você prescreve) e o controle de carga interna (como o organismo de seu aluno responde). Sendo assim, você tem controlado as respostas dos seus alunos/atletas?

Entretanto, baseado na síndrome de adaptação geral de Hans Seyle https://www.ncbi.nlm.nih.gov/pmc/articles/PMC2038162/ os organismos sofrem com estresse agudo de grande magnitude e também com estresse baixo mais contínuo, sem variações. Essas duas coisas geralmente acontecem com quem? Com alunos e atletas! Se dermos estímulos muito fortes e não controlarmos as respostas fisiológicas não saberemos se temos que reduzir, aumentar ou manter o estímulo, ficamos cegos. Se dermos estímulos baixos e não controlarmos a variação, ou seja, não quebrarmos a monotonia do treinamento e não controlarmos as variáveis fisiológicas vamos estar na mesma situação, cegos!

Está entendendo onde estou querendo chegar? Sem controle não sabemos para onde ir!

Para ilustrar, em 2012, em um foi realizado por Kreher e Schwartz foi avaliado que 60% dos atletas de elite já tinham sofrido de OverReaching não funcional (um passo antes do OverTraining). 

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Veja esse estudo, 15% dos atletas Britânicos de elite sofreram com OverTraining durante suas carreiras. São números grandes, mas em atletas, que teoricamente são bem mais cuidados por treinadores e fisiologistas. E agora te pergunto, você cuida da fisiologia dos seus alunos?

Sendo assim, vou definir alguns termos no próximo post do blog, então te inscreve no blog para ficar por dentro de tudo que vou falar sobre o assunto. Lembra dos cursos? Clica nesse link para comprar meu curso sobre preparação física https://bit.ly/2qcNBjz

Forte abraço e até nosso próximo post!

Dr. Andre Lopes

Professor universitário - escritor - cientista com mais de 35 artigos publicados nacionais e internacionais, autor de 2 livros e ministrante de mais de mil cursos de extensão, especialização e certificações internacionais.

TREINAR MUITO FAZ SER RUIM!

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