Azeite de oliva na regeneração de um músculo lesionado

Olha só que resultados interessantes surgiram dessa pesquisa sobre azeite feita no Instituto de Ciências Biomédicas da Universidade de São Paulo (USP)…

O trabalho avaliou em roedores os efeitos da suplementação com ácidos graxos sobre proteínas estruturais da fibra muscular e também na regeneração do tecido muscular esquelético depois de uma lesão grave por laceração – especificamente no músculo gastrocnêmio (batata da perna).

Os ácidos graxos em estudo são o oleico (monoinsaturado da família ômega 9), encontrado no azeite de oliva, e o linoleico (polinsaturado da família ômega 6), que existe no óleo de girassol.

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Os animais foram divididos e suplementados durante quatro semanas após a lesão no músculo da seguinte forma: grupo 1/óleo mineral; grupo 2/ácido linoleico e grupo 3/ácido oleico.

Segundo os autores, foram avaliadas a massa muscular, CSA de fibras musculares, área de tecido fibroso, função contrátil e composição de ácidos graxos no músculo gastrocnêmio. De acordo com estudos anteriores, “este período de tempo não é suficiente para recuperação completa da função muscular após lesão grave, o que permitiu avaliar se a administração de ácido oleico ou linoleico poderia modular, negativamente ou positivamente, regeneração muscular e recuperação da função contrátil”.

Os resultados apontaram que as evidências positivas estão relacionadas ao consumo do ácido oleico que, como eu disse acima, existe no azeite de oliva. O artigo cita que “o tratamento com ácido linoleico prejudicou a regeneração do músculo esquelético, como indicado pela redução da massa muscular e CSA das fibras musculares e pelo aumento da formação da área do tecido fibroso (deposição de colágeno), resultando em recuperação prejudicada da função contrátil. Já o ácido oleico otimizou a capacidade regenerativa muscular reduzindo a área do tecido fibroso, resultando em recuperação melhorada da função contrátil. Os efeitos positivos da administração de ácido oleico indicam que os ácidos gordos monoinsaturados podem desempenhar um papel importante na regeneração do músculo esquelético”.

Esse trabalho foi publicado nas revistas Experimental Physiology, em 2016, e revista Ramb em 2017. Foi o primeiro a avaliar os efeitos do tratamento com ácido oleico ou linoleico na recuperação da função contrátil muscular e área do tecido fibroso (deposição de colágeno) após lesão. No entanto, os autores dizem que ainda é preciso realizar novos estudos para reforçar se realmente a utilização de ácidos graxos específicos na dieta pode ou não ajudar no reparo do tecido.

Ainda assim, é fato que os benefícios do azeite de oliva vão muito além disso. Vários estudos já comprovaram que ele faz bem à saúde – se consumido da maneira correta, claro. Afinal de contas, nada em excesso é bom né?!

Att Dr. Andre Lopes – PhD em Ciências do Movimento Humano

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