Você conhece o Ácido Ursólico (AU)?

Olá tudo bem?

Você conhece o Ácido Ursólico (AU)?

Apesar de ele estar em alta agora, este composto orgânico é estudado há bastante tempo, porém atualmente tem-se descoberto outros benefícios e alimentos onde ele está presente.

Pois bem, um grupo de pesquisadores do Texas administrou ácido ursólico (Em ratos, o ácido ursólico parece aumentar a quantidade de gordura marrom (gordura boa) e reduzir a branca (gordura ruim). ) após uma sessão de treinamento de força, constatando que sua ingestão aumenta a atividade do complexo 1 da mTORc1.

Este estudo examinou a sinalização da via Akt/mTOR, no músculo esquelético, e a concentração de IGF-1, após a ingestão de ácido ursólico ou L-leucina imediatamente ao treino.

Saiba mais sobre adaptações do treinamento

Ok, agora vamos entender rapidamente o que é o ácido ursólico?

O AU é um composto carbônico encontrado em diversas frutas e ervas como maças, mirtilos, alecrim, orégano e ameixas. Mas não se engane como já dito, para quem acha que ele é novo, existem relatos de sua existência desde 1920. O ácido ursólico tem propriedades antiateroscleróticos que trazem visões otimistas para a prevenção de doença cardiovascular e também em efeitos anabolizantes naturais. 

 

Como o ácido ursólico funciona?

Os mecanismos principais de ação do ácido ursólico envolvem a ativação da AMPK (proteína quinase) ativada por UCP1 (proteína de desacoplamento) no tecido adiposo e no músculo esquelético. Há uma maior liberação de hormônio de crescimento e fator de insulina tipo 1 (IGF-1) na corrente sanguínea, bem como aumento da proteína alvo da rapamicina (mTOR), todos fatores relacionados com maior síntese muscular e maior lipólise no tecido adiposo, o que parece favorecer a composição corporal.

Entenda mais sobre fisiologia. Curso no site Isubra

Retomando ao estudo desenvolvido no Texas, nove sujeitos com experiência em treinamento de força realizaram 4 séries de 8-10 repetições com intensidade de 75-80% de 1RM nos exercícios leg press e extensão de joelhos.

Depois de cada sessão consumiam placebo, L-Leucina ou ácido ursólico. Foram coletadas amostras de sangue antes, 30, 120 e 360 minutos após a sessão e feitas biópsias para analisar fatores hipertróficos locais.

O desenho experimental permitiu mostrar que tanto a L-leucina quanto o ácido ursólico estavam elevadas. O primeiro se mantendo alto por 2 horas e o segundo por 6 horas.

Não houve diferença na quantidade de insulina e IGF-1 no plasma ou na quantidade de receptores para IGF-1, AkT e mTOR no músculo. No entanto, a concentração de IGF-1 ficou alta até 6 horas após a sessão de treino após o consumo de L-leucina.

Mas de novo, esses resultados são de estudos que usaram amostras in vitro ou in vivo (experimental). Nenhum dos resultados obtidos foi com humanos.