Seis fatores que afetam a perda de calor no treinamento

Vamos descobrir agora os seis fatores que influenciam na perda ou retenção de calor na hora de fazer exercício físico. Leia mais..

Os profissionais da área do treinamento e nutrição se preocupam bastante, com razão, com questões de periodização e alimentação para potencializar as adaptações do exercício físico.
 
Entretanto, não é só de pão que vive o homem… ele também se alimenta dos achados da ciência.
 
Vou listar 6 fatores que afetem a dissipação de calor durante o exercício físico e que podem, quem sabe, explicar algumas coisas sobre “eu não estou rendendo”. Isso é calculado usando o índice CLO que reflete a resistência térmica da roupa. Então CLO é capacidade isolante do ar aprisionado entre a pele e a roupa, incluindo o valor do isolamento da roupa.
 
Esses fatores podem ser bons ou ruins depende em qual temperatura você esta treinando/competindo.
 
1. Velocidade do vento – A velocidade aumentada perturba a zona de isolamento térmico.
 
2. Movimentos corporais – As ações de bombeamento dos braços e das pernas perturbam a zona de isolamento.
 
3. Efeito de chaminé – A roupa folgada conduz (ventila) para longe do corpo as camadas de ar aprisionadas junto ao corpo.
 
4. Efeito de fole – Os movimentos corporais vigorosos aumentam a ventilação das camadas de ar que conservam o calor corporal.
 
5. Transferência de vapor de água – A roupa se opõe à passagem do vapor de água e, dessa forma, reduz a perda de calor por esfriamento evaporativo.
 
6. Fator de eficiência por permeação – Até que ponto a roupa absorve líquido (suor) por ação capilar (como uma mecha); ao afastar o suor para longe da superfície corporal, será reduzido o efeito de esfriamento da evaporação, aprimorando assim a eficácia da vestimenta na conservação do calor corporal.

 

Leia também sobre >>> Anticoncepcionais e desempenho esportivo.

Dicas importantes:

Usar várias camadas de roupas finas ajuda a prender o ar quente entre a pele; isso proporciona um isolamento melhor contra o frio relação ao frio, bem mais efetivo que uma camada única e grossa.
 
A roupa ideal para clima quente é leve, larga e de cor clara. Até mesmo com essas características, a perda de calor é lenta até que outros fatores possam contribuir para maior evaporação do suor da pele.

Steve Mann, pesquisador responsável pela novíssima área de Wearable Computer (“Computador Vestível”, em inglês) do Instituto de Tecnologia de Massachusetts, nos EUA. Mann costuma ser visto vestindo suas invenções em casa e nos corredores da universidade. E é fissurado pela ideia de que roupas e acessórios podem se fundir a aparelhos tecnológicos – é criação dele, por exemplo, os óculos de sol que servem como filmadora e gravam tudo aquilo que você vê.

Há outros exemplos de moda eletrônica. Se você enviar um SMS a alguém que está usando a camiseta Hug Shirt, sensores embutidos na roupa farão a pessoa se sentir abraçada. Uma cueca inteligente, desenvolvida pela empresa Isabodywear, é capaz de impedir que a radiação de telefones celulares afete o aparelho reprodutor masculino. E as peças de uma coleção da Adidas, com camiseta, monitor de pulso e tênis, comunicam-se entre si e monitoram todo o sistema físico do usuário – da freqüência cardíaca ao tempo necessário de relaxamento após o esforço físico.

McArdle, William D. Fisiologia do exercício : nutrição, energia e desempenho humano / William D. McArdle, Frank I. Katch, Victor L. Katch ; traduzido por Giuseppe Taranto. – [Reimpr.]. – Rio de Janeiro Guanabara Koogan, 2013.
https://super.abril.com.br/tecnologia/roupas-inteligentes/ 
Att Dr. Andre Lopes
PhD em Ciências do Movimento Humano – UFRGS

Deixe uma resposta

O seu endereço de e-mail não será publicado. Campos obrigatórios são marcados com *