Você prefere fazer exercícios em grupo ou sozinho?

Uma pesquisa recente da University of New England, na Austrália, mostrou que exercitar-se em grupo é melhor do que treinar sozinho. Um estimula o outro, troca experiências e aí os resultados vão aparecendo. Mas não são resultados físicos não… O que o estudo diz é que treinar com outras pessoas diminui os níveis de estresse e melhora nossa qualidade de vida – ou seja, fala sobre os benefícios psicológicos e emocionais dos exercícios físicos.

O trabalho foi publicado esse mês no The Journal of the American Osteopathic Association. Os pesquisadores avaliaram 69 estudantes do curso de medicina, mas, veja bem, isso não limita os resultados, porque as descobertas podem sim ter implicações em toda a população.

Voltando ao estudo… Os sujeitos foram escolhidos porque relataram ter grandes níveis de estresse e baixa qualidade de vida. Eles se dividiram em três grupos – conforme a escolha livre de cada um – para participar de um programa de exercícios de 12 semanas. O primeiro grupo treinou junto, uma vez por semana, durante 30 minutos, num programa de força e aptidão física funcional. No segundo grupo, cada um teve sessão individual ou com, no máximo, duas pessoas e escolheu o que gostaria de fazer, como corrida ou levantamento de peso, por exemplo. Já o terceiro grupo não se envolveu em exercícios regulares.

A cada quatro semanas, depois dos exercícios, os estudantes anotavam as sensações de estresse e qualidade mental e emocional numa Escala de Estresse Percebido. Passado o período do estudo, o resultado mostrou melhorias na saúde mental e emocional dos participantes que escolheram treinar em grupo e uma redução de 26,2% nos níveis de estresse. Já os sujeitos que treinaram sozinhos tiveram uma tendência a malhar o dobro do tempo em relação ao outro grupo, mas não apareceram mudanças significativas no que se refere a bem estar.

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O estudo tem uma amostragem pequena, mas evidencia o que já se fala há muito tempo na área da saúde em geral: o papel motivador que a convivência em grupo tem na vida de alguém.

Mas atenção…

Isso não vale para todo mundo!

A maneira como nos exercitamos é algo muito pessoal né? Os pesquisadores não condenam quem se exercita sozinho, apenas encontraram “benefícios adicionais” para aulas e treinamentos em grupo.

Mais importante que tudo isso, é você sempre saber: o que te motiva a praticar exercícios?

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Att. Dr. Andre Lopes – PhD em Ciências do Movimento Humano